São Paulo cheira as cinzas de suas esquinas vadias.
Suas veias pulsam o prata dos seus trilhos.
Vê, através dos seus olhos embaçados, o anoitecer inquieto que nunca cessa.
Não há um segundo sequer de silêncio absoluto.
Algum lugar em seu interior, ainda estará a falar.
Agitado, doente e carente…
Sua boca, cospe o sangue de suas ruas injustas.